
As botas à pára-quedista
Maio 30, 2007As botas… ai as botas!…
A questão das botas, é de grande abrangência, porque, sendo importantes nos preceitos do atavio militar, acabariam por se reflectir até aos finais do cumprimento do serviço militar.
Atrevo-me a dizer que serão o elemento de maior polivalência no fardamento dos pára-quedistas portugueses. Desde logo:
- Eram (são) um autêntico instrumento acústico, pois o “marchar à Pára-quedista” pressupõe um forte batimento com as respectivas, no solo.
Dizia-se que este batimento tinha como objectivo principal enrijecer os tornozelos, essencial na preparação para o salto em pára-quedas;
- Eram um precioso elemento estético, pois se estivessem mal engraxadas, era o suficiente para sermos impedidos de, por exemplo, sair aos fins-de-semana;
- Eram o pretexto para atingirmos outros patamares de preparação física, pois, ao estarmos sempre a pagar (quer estivessem sujas, quer estivessem mais brilhantes que as dos cabos, sargentos ou oficiais, dependendo da fase de instrução em que nos encontrávamos), contribuíam para o desenvolvimento do nosso tónus muscular. Era só preocupações pelo nosso bem-estar…
- Depois…Bem… depois serviam também para actividades físicas extra, das que muitas vezes éramos “obrigados” a efectuar, quando alguém se metia connosco, ou vice-versa. Neste particular, a actividade das botas, era complementada pelo cinturão. Mas isso são outras histórias.
As botas dos pára-quedistas tinham (actualmente desconheço pormenores sobre a matéria) características próprias, das quais destaco os cordões.
A forma de colocação dos cordões das botas (cordões de pára-quedas), visa proporcionar uma maior flexibilidade nas botas especialmente para que a aterragem seja efectuada sem causar danos nos pés/pernas.

Agradecimentos:
Aos camaradas, Sarg/Mor Gonçalves, António Soares e Abel Rodrigues, os meus agradecimentos pela colaboração prestada.
Pelo que li, as botas deviam pesar à brava!
Apesar de não ter sido pára quedista, sempre gostei de vê-los nas cerimónias militares. O vosso marchar destacava-se dos outros militares.Parabéns pelo site!
Que bonitas, hein? Tudo para encher de pó, terra, lama, e voltar a limpar, certo?
(posso ir “pilhando” umas coisinhas?) Beijinhos
E…. quando é que usam os cordões brancos? Faltam aqui umas dessas….
so12 nao se esqueçeu de botas com cordoes brancos pois nos pára-quedistas nao existem botas com esses cordoes…
as unicas que ha sao pretos i no maximo verdes(os ditos cordoes de para-quedas)
Pedro.
A referência aos cordões brancos, deve-se ao facto de efectivamente haver, pelo menos no tempo em que lá estive, cordões brancos (dos pára-quedas de reserva), que eram utilizados nas cerimónias militares.
Que lindas botas! Ai… dá-me chutos!!!
boas
será que alguém tem umas botas dessas usadas para me vender?
43/44
agradecido
EX.artigo este .
Felicitações ao seu autor.
Que nunca por vencidos se conheçam .
é so para avisar que o atado leva 2 voltas ao inicio e nao 1…
A serio, essa maneira de amarar as botas servia algum fim a nao ser aestetico ? Nao acredito, mas sempre gostei, desde que era outro palerma que com elas tinha de andar. A cultura militar tem sempre um preco, que normalmente vale a pena pagar, acho eu.
“A forma de colocação dos cordões das botas (cordões de pára-quedas), visa proporcionar uma maior flexibilidade nas botas especialmente para que a aterragem seja efectuada sem causar danos nos pés/pernas.”
Penso que isto responde à questão.
Para questões estéticas, só apreciando os pára-quedistas no seu todo: belezas puras(eheheh)
obrigado Mister Moreira. Diga – os commandos e sogas tamben fazem isso ?
Os Sogas, enquanto especialidade pára-quedista, admito que sim. Que ainda usem assim os cordões.
Os Comandos…sinceramente, se usam, imitam os pára-quedistas.
Convém referir que este blogue refere-se especialmente à passagem militar da 1ª incorporação de 1972.Sobre a actividade actual dos pára-quedistas portugueses,entre outros, pode aceder a este sítio: http://www.paraquedistas.com.pt/
Cumprimentos!